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Vereadores de Santo Amaro criticam ação judicial sobre terreno da antiga Fábrica Tirzan

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Um vídeo publicado nesta segunda-feira, 21 de setembro de 2026, reúne vereadores de Santo Amaro em uma manifestação contrária à iniciativa da vereadora Luana Carvalho de recorrer à Justiça para questionar a venda do terreno onde funcionava a antiga Fábrica Tirzan.

Na publicação, os parlamentares afirmam que a área permaneceu durante anos sem utilização e que a atual gestão municipal promoveu a recuperação do espaço e realizou um leilão com a previsão de que sua destinação pudesse contribuir para a geração de empregos e renda em Santo Amaro.

Os vereadores criticam o questionamento judicial e levantam, no vídeo, a discussão sobre os possíveis impactos da medida para a chegada de novos empreendimentos ao município. A manifestação também defende que a fiscalização do poder público deve ser exercida, mas sem, segundo eles, impedir iniciativas voltadas ao desenvolvimento econômico.

O caso, porém, envolve uma disputa sobre a destinação do imóvel. Reportagem publicada recentemente informou que a vereadora Luana Carvalho questionou judicialmente a reversão do terreno, argumentando que a área havia sido destinada anteriormente à Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e que existiriam outras áreas para a instalação de um empreendimento comercial.

A antiga Fábrica Tirzan


A área é conhecida historicamente como Fundição Tarzan/Tirzan, nome relacionado ao empresário iugoslavo Carlos Trzan, cujo sobrenome era pronunciado “Tirzan”. A antiga fundição produzia peças e equipamentos utilizados, entre outras atividades, pelos engenhos da região. Posteriormente, o espaço foi adquirido pelo grupo Votorantim e passou a abrigar a Siderúrgica Santo Amaro, instalada na década de 1960. Estudos acadêmicos apontam a importância histórica da indústria para o processo de industrialização de Santo Amaro e do Recôncavo.

O terreno possui aproximadamente 16,9 mil m² e já foi objeto de leilão público. A operação também gerou questionamentos junto ao Ministério Público, que abriu inquérito civil para apurar aspectos relacionados à alienação do imóvel.