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Forró pode se tornar Patrimônio da Humanidade até 2030, diz Del Feliz

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O forró, uma das principais expressões culturais do Nordeste, avança no processo para conquistar o título de Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Unesco.


A expectativa, segundo o cantor e compositor Del Feliz, é que o reconhecimento internacional ocorra por volta de 2030.

A candidatura do chamado “forró de raiz” foi oficialmente entregue após articulação nacional que reúne os nove estados nordestinos, além de outras regiões do país. O movimento é resultado de uma mobilização iniciada ainda em 2011 por entidades culturais, com destaque para a Associação Cultural Balaio Nordeste.

O gênero já foi reconhecido como Patrimônio Cultural do Brasil em 2021 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, e agora busca ampliar esse reconhecimento em nível global. Segundo Del Feliz, o processo segue os trâmites da Unesco, que avalia candidaturas em ciclos, o que deve levar o Brasil a disputar o título apenas em 2030.

Além do reconhecimento simbólico, o título internacional pode fortalecer políticas públicas de preservação do forró e incentivar investimentos culturais e turísticos. O artista também alerta para a descaracterização das festas juninas, com a redução do espaço para o forró tradicional diante da predominância de outros ritmos.

Del defende ainda o cumprimento da chamada Lei da Zabumba, que prevê a destinação mínima de recursos públicos para artistas que representam a cultura nordestina. Para ele, a preservação das raízes é fundamental para manter a identidade cultural e garantir a continuidade do gênero para as próximas gerações.

Mesmo antes do reconhecimento oficial, o forró já possui alcance internacional, com adeptos em diversos países e forte presença em festivais culturais ao redor do mundo.

Com informações do Bahia Notícias.

Matéria publicada no sábado, 28 de março de 2026, por Bianca Andrade.