O avanço do chamado “golpe da facção” na Bahia foi comprovado por uma gravação de conversa telefônica que registra o momento da extorsão. Nela, um criminoso se passa por membro de uma organização e acusa a vítima de ser informante da polícia. O suspeito exige R$ 2.800 para “evitar consequências”, revelando a frieza do crime.

A Polícia Civil de Coração de Maria investiga o caso, que já fez mais de dez vítimas na cidade.
A investigação, liderada pelo delegado Idelfonso Monteiro, aponta que as ligações provavelmente partem de presídios da região. Mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos no Conjunto Penal de Feira de Santana para localizar celulares usados nos golpes.
Além de indivíduos, os criminosos também visam estabelecimentos comerciais, exigindo “taxas de proteção” e cobrando valores cada vez maiores após o primeiro pagamento, conforme publicação do G1Bahia
A tática dos golpistas começa com a coleta de dados pessoais das vítimas em redes sociais. Armados com essas informações, eles fazem o contato e impõem as ameaças, cobrando quantias para evitar supostas represálias. Uma das vítimas comerciantes teve um prejuízo de mais de R$ 2 mil em um único golpe, o que demonstra a capacidade desses criminosos de causar grandes perdas financeiras.
Diante da onda de crimes, a Polícia Civil reforça a importância de não ceder às ameaças e, sobretudo, de não realizar nenhum pagamento. A orientação é clara: se receber uma ligação do tipo, a vítima deve gravar a conversa ou registrar prints das mensagens e procurar imediatamente a polícia para formalizar um boletim de ocorrência. Documentar o crime é essencial para ajudar as autoridades a identificar e capturar os responsáveis.
Com informações do G1